Dentro das salas de aula dos cursos de Teologia, opções diferentes de caminhada após a conclusão dos quatro anos de estudo, porém a busca pelo conhecimento é semelhante a todos.
Entre aqueles que desejam seguir um rumo dentro das igrejas, atuando como padres e pastores, e os que apenas querem conhecer mais sobre Deus, a harmonia acaba imperando. ''A presença de leigos fazendo o curso mostra que a nossa Teologia não é clerical, mas envolve a Igreja em si'', destaca o seminarista Renato Mendes de Souza, 25, que está no terceiro ano de Teologia na PUC.
Vindo da diocese de Guajará-Mirim (RO), ele atravessou o país em busca do estudo. Depois de formado voltará para a região amazônica onde será padre. Na bagagem, levará o exemplo que do Norte do Paraná. ''Por aqui, os leigos estão buscando conhecimento e podem ajudar os padres nas diversas atividades da igreja. Em Rondônia, não temos leigos buscando formação teológica''.
Evangélica, Sônia Gonçalves Rugila, 32, conta que a convivência entre os alunos é interessante, mesmo com oito denominações igrejas evangélicas representadas em sua turma. Destacando que deseja aprender para repassar conhecimento aos seus irmãos de fé, ela diz que vale a pena pagar a mensalidade de R$ 350 e ir todos os dias à faculdade.
Da mesma turma de Sônia, Claudinei de Almeida, 32, terá um destino diferente quando estiver com o diploma de teólogo nas mãos: vai ser pastor. Técnico em enfermagem há 12 anos, quando chegou a hora de cursar uma faculdade ele teve uma pontinha de dúvida entre Teologia e Enfermagem. ''Mas meu coração quis Teologia'', explica.
Pastor da igreja frequentada por Almeida, Emerson Luiz Germin, 36, diz que há alguns anos não podia imaginar que o seminário um dia seria lugar para quem não deseja seguir a carreira eclesiástica. Sobre a busca do conhecimento teológico que começa a aumentar, ele faz um alerta: ''A Teologia traz algumas revelações. É preciso tomar cuidado para que a razão não predomine e o emocional fique de lado''. (W.S.)

mockup