Lei tenta prolongar vida útil de cemitério
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terça-feira, 11 de março de 2003
Sid Sauer<br>Equipe da Folha 
Campo Mourão - A prefeitura de Campo Mourão vai alterar a legislação municipal para prolongar a vida útil do Cemitério Municipal São Judas Tadeu, o único da cidade. Projeto de lei enviado à Câmara pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS) reduz de 10 para cinco anos o prazo para que a prefeitura possa desocupar sepulturas não compradas pela família.
A proposta foi encaminhada para a Câmara para ser votada em regime de urgência e já recebeu o parecer favorável das três comissões permanentes que analisaram o assunto. ''Há escassez de áreas para novos sepultamentos no Cemitério Municipal'', explicou Tezelli na mensagem justificativa encaminhada aos vereadores.
Com mais de 50 anos, o único cemitério urbano de Campo Mourão está lotado há 10. Desde então, vem sobrevivendo com as remoções de restos mortais em lotes não adquiridos pela família. Pela legislação em vigor, mesmo os lotes comprados podem ser removidos em caso de abandono, mas é preciso esperar 10 anos após o sepultamento.
O secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Ademir Moro Ribas, diz que existe um projeto para ampliar o cemitério. Uma primeira tentativa de ampliação, há oito anos, não saiu do papel porque houve protesto de moradores vizinhos. A construção de um novo ''campo santo'' é descartada porque a prefeitura quer evitar custos administrativos.
A lei 795, de junho de 1993, que regulamenta os cemitérios de Campo Mourão, tem vários artigos que não são cumpridos. Um deles fala na instalação de fornos crematórios e outro em áreas para serem doadas a famílias pobres. Também há um artigo que manda a prefeitura reformar túmulos abandonados de personagens históricos da cidade.


