Lei separa contas de água e esgoto em Campo Mourão
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quinta-feira, 11 de abril de 2002
Sid Sauer Equipe da Folha 
Campo Mourão - A Câmara de Campo Mourão aprovou por unanimidade o projeto de lei que obriga a Sanepar a separar as contas de água e esgoto em duas faturas. Hoje a cobrança é feita em um único talão.
O usário não pode pagar a conta por causa da tarifa de esgoto e acaba tendo a água cortada, justifica o vereador Edoel Rocha (PSDB), um dos autores do projeto. Para entrar em vigor, a lei depende da sanção do prefeito Tauillo Tezelli (PPS), mas os vereadores já falam em derrubar eventual veto.
A dona de casa Cleusa Alves Machado, 44 anos, do Jardim Paulista, conta que este mês tem que pagar R$ 23,25 de água e R$ 18,68 de esgoto, mas nem está ligada à rede coletora. Estamos pagando sem usar. A casa dela fica muito abaixo do nível da rua, o que inviabiliza a ligação do esgoto. A família usa uma fossa.
O gerente da Sanepar, Roberto Takashina, disse que a empresa segue a legislação federal e não vai separar as contas. Ele lembra que existe um contrato que não pode ser rompido por apenas uma das partes. A Sanepar estima que mais de mil residências estejam pagando por esgoto sem usar rede coletora.
O carpinteiro Arthur Reis de Azevedo, 64, está usando a rede de esgoto, mas reclama que apesar de consumir menos de 10 metros cúbicos mensais, precisa pagar pelo consumo. A lei que acabou com a tarifa mímina na cidade está em vigor, mas não é respeitada.


