Uma lei existente em Londrina desde 2002 e que poderia estar salvando vidas ainda não está sendo cumprida em Londrina. A lei nº 8.845, de 17 julho de 2002, prevê o uso de Desfibriladores Automáticos Externos (DAE) em locais de grande concentração de pessoas, como aeroporto, Terminais Rodoviário e Urbano, shoppings centers, hipermercados e estádios de futebol, entre outros. Os desfibriladores são aparelhos de choque capazes de ressuscitar vítimas de ataque cardíaco, se utilizados nos primeiros minutos após a parada do coração. De custo relativamente baixo, os DAEs podem ser operados por qualquer pessoa que tenha sido treinada.
Pela lei, os locais determinados deveriam instalar o aparelho e ter uma equipe de funcionários para operá-lo. Levantamento feito pela reportagem constatou, porém, que apenas a própria Câmara de Vereadores cumpriu a determinação. O vereador Tercílio Turini (PSDB), um dos autores da lei, informou que pretende entrar com novo pedido de informação à prefeitura sobre o cumprimento e fiscalização. Em setembro do ano passado, foram solicitadas informações e, na época, o prefeito Nedson Micheleti (PT) respondeu que a Secretaria Municipal de Saúde estava preparando ações para iniciá-la.
A diretora de epidemiologia e saúde ambiental da Secretaria de Saúde, Josemari de Arruda Campos, admitiu que a Vigilância Sanitária teve problemas para implementar a fiscalização, por ser necessária a presença de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem na equipe. ''A princípio achamos que os técnicos que trabalham nos supermercados, por exemplo, poderiam fiscalizar o cumprimento nestes estabelecimentos, mas constatamos que não é tão simples assim'', explicou. Segundo ela, agora a equipe está praticamente formada e deverá começar a fiscalizar dentro de algumas semanas.
O coordenador de operações e segurança da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) em Londrina, George de Paula Freitas, informou que está sendo instalado no Aeroporto um posto médico 24 horas que terá, entre os equipamentos, um desfibrilador.
No Terminal Urbano o aparelho também não foi instalado e o coordenador de transportes e terminais, Wilson Santos de Jesus, não soube dizer o motivo. Já no Terminal Rodoviário, a solução encontrada foi contratar uma empresa especializada em atendimento de urgências e emergências médicas. ''O serviço que oferecemos atende a todo tipo de urgência'', explicou o gerente operacional do Terminal, Décio Fernando Rosseto Zulian.

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