A Câmara de Vereadores de Cascavel aprovou na noite de anteontem projeto de lei que limita o número de bombas de abastecimento em postos de auto-atendimento (self-service). Os postos poderão ter apenas um quarto dos bicos de abastecimento neste sistema. O risco para os clientes no contato ou proximidade com os combustíveis e o desemprego de frentistas são as principais justificativas para o limite.
O projeto depende de sanção do prefeito Salazar Barreiros (PPB), que aguarda o envio do texto aprovado para se pronunciar. O vereador Aderbal Mello (PT), autor do projeto, disse que não acredita na possibilidade da limitação ser questionada judicialmente pelos empresários do setor. ‘‘Estamos apenas regulamentanfo o serviço’’.
No caso dos dois postos que já funcionam com o sistema na cidade, o vereador explicou que estes foram liberados da restrição porque a lei não será retroativa. O projeto obriga ainda a presença de funcionário habilitado em segurança com produtos inflamáveis para orientar os clientes. A fornecedora do combustível será responsável, juntamente com posto, por danos causados aos clientes ou ao meio ambiente.
O gerente de um dos postos de auto-atendimento, Anselmo Lima, disse que a restrição vai contra uma tendência mundial e assegura que os equipamentos são de alta tecnologia, não oferecendo riscos para os clientes.
O Sindicato dos Frentistas de Cascavel defendia o impedimento total do auto-atendimento, apontando que o combustível pode originar explosões ou em caso de contato causar doenças de pele, conjuntivite e até câncer.

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