Lei prevê uso de mototaxímetro
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sexta-feira, 11 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os mototáxis de Londrina deverão ter equipamento de medição de unidade, visível ao passageiro, para efeito de cobrança da tarifa. A medida, já prevista na lei 8.143/00, deverá ser aplicada a partir da escolha do equipamento, que deve ocorrer no início de agosto. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) publica hoje edital de convocação para as empresas interessadas e que disponham de tecnologia para fabricação do equipamento.
O diretor de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, explicou que há pelo menos dois anos, desde que o serviço foi regulamentado, o assunto vem sendo discutido com a categoria. Ele esclareceu que a mesma obrigatoriedade vem sendo cobrada em outros centros, como Fortaleza e Recife. ''O equipamento se faz necessário para haver uma maior justiça na cobrança da corrida.''
Segundo Grotti, apesar de a medida estar prevista há mais de dois anos, o equipamento ainda não estava sendo cobrado, por não estar definido o modelo mais adequado. O aparelho, denominado mototaxímetro, deverá conter as indicações de bandeira 1 e bandeira 2, quilômetro rodado, valor de tarifa e hora parada. As empresas interessadas em fornecer o equipamento têm prazo até o dia 30 deste mês para uma demonstração de sua eficácia.
A presidente da Associação dos Mototaxistas, Edimara Adolfo Oliveira, se reuniu ontem com representantes da categoria. Ela disse que a proposta foi aprovada e que a associação estará buscando um financiamento para ajudar os mototaxistas a pagarem pelo equipamento, cujo valor pode chegar a R$ 300,00. Londrina conta com 700 mototaxistas regularizados.
O mototaxista Carlos Alberto Born demonstrou um pouco de preocupação com a adoção do equipamento. Para ele, dependendo dos valores escolhidos para as bandeiras 1 e 2, os mototaxistas poderão ser penalizados. ''Acho que a corrida tinha que começar com pelo menos R$ 2,50''


