Lei polêmica beneficia gestantes em Maringá
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terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Lucinéia Parra<Br>De Maringá 
Os vereadores de Maringá querem que a Secretaria de Saúde Municipal informe as gestantes sobre o local onde elas terão seus filhos. O projeto de autoria do vereador Divanir Moreno prevendo esta obrigatoriedade do município foi aprovado pela Câmara Municipal e deve ser apreciado pelo prefeito José Claudio Pereira Neto (PT) esta semana. Entretanto, independente da decisão do prefeito, o secretário de Saúde de Maringá, Paulo Roberto Donadio, já afirmou que o município não tem condições de cumprir a determinação.
De acordo com o projeto, a Secretaria Municipal tem que encaminhar correspondência para as mulheres que buscam atendimento na rede pública, informando em qual unidade hospitalar da cidade elas devem se encaminhar para terem seus filhos. Pelo projeto, a correspondência deve ser enviada no máximo no oitavo mês de gestação. O objetivo, argumenta Moreno, é dar tranquilidade às gestantes e evitar que elas continuem tendo seus filhos nas cidades vizinhas a Maringá.
O secretário de Saúde, Paulo Roberto Donadio, afirma que o município só realiza partos normais pela rede pública e nestes casos não há como prever a data do parto de cada gestante para agendar com antecedência. Ele diz que através de um convênio com o Hospital Santa Casa e Hospital Universitário, o número de leitos disponíveis pelo SUS é suficiente para atender a demanda. O problema, diz ele, ''é que há uma média de 30 pacientes por mês que buscam atendimento fora de Maringá porque elas fazem acordo com os médicos para se submeterem a cesáreas e em muitos casos a laqueaduras''. A cesárea, conforme Donadio, só é realizada pelo SUS quando for identificado qualquer tipo de dificuldade no parto normal. ''Só que nestes casos só dá para saber quando a mulher já entra em trabalho de parto'', justifica.
Conforme Donadio, a Central e Leitos Municipal solicitou nove leitos para gestantes de Maringá, em hospitais da região de janeiro a setembro deste ano. ''Em compensação, no mesmo período realizamos 1.115 partos em Maringá pelo SUS'', comparou. Segundo Donadio até 1999, 40% das gestantes buscavam atendimento fora de Maringá e hoje não chega a 10%. Para o secretário, o município pode pensar a médio e longo prazo, alternativas de planejamento e anticoncepção, mas atualmente, o próprio Ministério da Saúde limita o número de cesáreas.


