Campo Mourão Um projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores de Campo Mourão tornou obrigatória a instalação de taxímetros nos cerca de 40 carros de aluguel que atuam na cidade. Para entrar em vigor, a lei ainda precisa da sanção do prefeito Tauillo Tezelli (PPS), mas a proposta tem o apoio do Sindicato dos Taxistas.
A legislação ainda em vigor prevê que os aparelhos só se tornariam obrigatórios depois que o município atingisse 100 mil habitantes. Pela nova proposta, esse número foi reduzido para 80 mil. Segundo o IBGE, Campo Mourão tem hoje 82 mil moradores. ''Só é contra o taxímetro os taxistas malandros'', diz o autor do projeto, Luiz Carlos Khel (PFL).
Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Sebastião Gaúna, por mais que a categoria respeite a tabela da prefeitura, há reclamação dos passageiros. ''Com o taxímetro todo mundo vai ver o que estará pagando'', afirmou. Hoje, o preço da corrida é definido por decreto municipal. A bandeirada custa R$ 3,60 e não é reajustada desde novembro de 2000.
O taxista Antônio Comim, 65, também defende o taxímetro. ''Os passageiros que vêm de cidades maiores reclamam que a gente cobra o que quer. Acabamos perdendo clientes'', ressaltou. Um taxista que não quis se identificar criticou a proposta: ''Acho que vai ficar mais caro para o passageiro e diminuir ainda mais o nosso movimento.''

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