Lei obriga cadastramento de cães em Maringá
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sexta-feira, 22 de novembro de 2002
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá - A Câmara de Maringá aprovou ontem, em terceira discussão, o projeto de lei que obriga os donos de cães de grande porte a cadastrarem os animais na Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O objetivo é que, em casos de ataques ou qualquer tipo de problema causado pelo animal, o cachorro possa ser identificado e também o seu dono.
O vereador Beto Brescansin (PT), um dos autores do projeto, disse que o número de ocorrências envolvendo cães é elevado. Além de ataques às pessoas, outro problema citado são os atropelamentos de animais por motoqueiros. ''É comum encontrar motoqueiro machucado porque atropelou um desses cães de grande porte'', afirmou.
Para fazer o cadastramento, o dono do animal deverá procurar a Secretaria de Meio Ambiente, que fornecerá uma placa de metal com o número identificador. A placa precisará ser anexada na coleira do cachorro. Na ficha cadastral será anotado o nome do dono do animal.
De acordo com o vereador, a quantidade de cães de grande porte não tão é expressiva em Maringá, se for considerado que a maioria deles é de raça. ''Os animais abandonados geralmente são de pequeno porte e não representam tanto risco à população'', disse.
Segundo a enfermeira do Pronto Atendimento do Hospital Universitário de Maringá (HU), Solange Paim, é comum o atendimento de pessoas vítimas de cães em Maringá. ''Toda semana tem pelo menos um caso de pessoa atacada'', informou. Conforme Solange, os ataques ocorrem mais nos finais de semana e à noite. Além dos curativos, em alguns casos as vítimas tomam vacina contra raiva já que são cães abandonados que atacaram ou os donos não se lembram de ter vacinado os animais.
Para entrar em vigor, a lei precisa ser sancionada pelo prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT).


