Lei obriga banco a atender cliente em até meia hora
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quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Sid Sauer 
A Câmara de Vereadores de Campo Mourão aprovou anteontem à noite projeto de lei que obriga as agências bancárias da cidade a atenderem seus clientes em, no máximo, 30 minutos em dias normais e em 45 minutos em vésperas e após feriados prolongados. O projeto, que agora só depende da sanção do prefeito Tauillo Tezelli (PSDB), prevê advertência, multa e cassação de alvará para os bancos que demorarem no atendimento.
O trabalhador que usa a hora do almoço para ir ao banco está perdido, diz um dos autores do projeto, o vereador Edevaldo Louzano (PTB). Os caixas são poucos e ele perde o almoço na fila do banco. Segundo ele, o projeto tem o objetivo de criar uma norma e estabelecer um local onde quem se sentir lesado possa reclamar. Pelo sistema atual não há onde se queixar.
O projeto dá 60 dias para que os nove bancos da cidade se adaptem à nova lei e prevê que a fiscalização seja feita pela Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Procon) através de blitz. As punições para quem for flagrado com um atendimento lento começam com uma advertência e depois passam para uma multa de 200 Ufirs (R$ 192,22). A multa vai sendo dobrada até a quinta reincidência, quando passa a ser prevista a cassação do alvará.
A idéia é boa, mas vai ser difícil fiscalizar, diz o coordenador do Procon de Campo Mourão, Válter Velozo. Não temos estrutura para isso. Além de Velozo, o órgão conta com apenas duas atendentes e não há equipe de fiscalização. A lei é ótima, destaca Arlindo Mangolin, da Caixa Econômica. Nesse mundo de competitividade, é importante que as autoridades se preocupem com o ser humano.
De acordo com Mangolin, o prazo de atendimento fixado na lei é grande e possível de ser cumprido. Não vejo problemas em cumpri-lo. Claudemir Massucato, do Banco Itaú, também não teme a lei. Temos trabalhado para que todos sejam atendidos em até 20 minutos, ressalta. Já Wildson Antunes Alves Ferreira, do Bradesco, prefere que a questão seja analisada, antes, pelo departamento jurídico do banco. Ferreira se queixa que a procura pelos bancos é muito concentrada após às 14h15, quando as filas se tornam inevitáveis.


