Lei municipal incentiva doação de sangue
Sid Sauer
De Campo Mourão
A partir de agora, doadores regulares de sangue de Campo Mourão poderão contar com 10 exames médicos e uma consulta com médico especialista todo ano. Um projeto de lei nesse sentido foi aprovado anteontem à noite pela Câmara de Vereadores e só depende da sanção do prefeito Tauillo Tezelli (PPS) para entrar em vigor. A aprovação na Câmara foi por unanimidade. A intenção é incentivar quem ajuda a salvar vidas, diz o autor do projeto, Sidnei Jardim (PPS).
De acordo com o projeto aprovado, terão direito aos exames e à consulta os doadores que fizerem, pelo menos, duas doações por ano. A especialidade médica poderá ser escolhida pelo doador. Já os exames são fixos: creatinina, mamografia (para mulheres acima de 35 anos), ácido úrico, colesterol total, HDL colesterol, LDL colesterol, glicemia, PSA (homens acima de 45 anos), triglicerídios e hemograma.
Jardim admite que parte desses exames e as consultas com especialistas já são assegurados pela saúde pública, mas diz que a lei tornará mas fácil o acesso aos serviços. O doador será encaminhado pelo próprio Hemocentro, sem precisar enfrentar filas nos postinhos de saúde, explica. Isso, porém, ainda precisa ser regulamentado. Também é uma forma de preservar a saúde de quem faz as doações, frisa Jardim, que é doador esporádico.
Tudo o que for feito para aumentar as nossas doações é válido, mas é preciso lembrar que existem critérios para que uma pessoa se torne doadora, diz a diretora do Banco de Sangue, Maria Luzia Barbareto Salvador. Ela teme que pessoas com problemas de saúde passem a procurar o hemonúcleo apenas para ganhar os exames e a consulta médica. Será preciso esclarecer isso à população, diz. O doador tem que ser uma pessoa saudável.
Segundo Maria Luzia, o banco de sangue de Campo Mourão coleta, em média, 500 doações por mês. O volume é suficiente para atender a região, mas um aumento no número de doadores seria bem vindo. Se houver sobra, podemos fazer trocas com outros hemonúcleos do Estado, ressalta. Perdido, o sangue nunca é, garante a diretora. O aumento nas doações também tranquilizaria o órgão no período entre dezembro a março, quando as coletas caem.Doadores regulares terão acesso facilitado a serviços de saúde com direito a 10 exames médicos por ano e consulta com especialista
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