Campo Mourão - As funerárias que atuam em Campo Mourão não poderão vender urnas funerárias por valores que ultrapassem 100% dos preços de fábrica. Além disso, terão que incluir no preço dos caixões cinco itens – preparação do corpo, cruz de madeira, flor para enfeitar a urna, aplicação de formol e uma coroa de lata.
As novas determinações estão em uma lei municipal que entrou em vigor esta semana. As propostas haviam sido vetadas pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS), mas o veto foi derrubado pelos vereadores. A lei acabou sendo promulgada pelo presidente da Câmara, Izael Skowronski (PPS). ‘‘Sou contra, mas não tinha outra saída’’, disse o presidente.
De acordo com Skowronski, a lei pode forçar o aumento nos preços de fábrica para que as funerárias se mantenham economicamente viáveis. ‘‘Ao invés de ajudar, poderá atrapalhar o consumidor’’, ressaltou. O projeto foi apresentado depois que uma CPI constatou que os preços ao consumidor chegam a ser até 1.000% acima do valor de fábrica.
‘‘Havia abusos nos preços e a Câmara tinha que fazer alguma coisa’’, defende-se Isidoro Moraes (PSL), um dos autores da CPI que investigou as funerárias no ano passado. Em fevereiro, um outra lei já obrigou as duas funerárias da cidade a separar seus escritórios. Mesmo assim, as duas ainda funcionam no mesmo endereço.
O gerente da funerária Sesf, José Sobral da Silva, disse que ainda não foi informado oficialmente de nenhuma das duas leis e que não poderia comentar sobre elas. Ele adiantou, porém, que o funcionamento das funerárias ficará inviável. ‘‘Quero que os vereadores venham vender caixão desse jeito, para ver se aguentam’’, provocou.

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