Arquivo FolhaDos 228 postos existentes na cidade, só oito contam com auto-serviçoTerminou a polêmica sobre o uso ou não das bombas de auto-atendimento nos 228 postos de combustíveis de Curitiba. Para evitar o desemprego que a inovação poderia provocar entre os 3,5 mil frentistas que trabalham na cidade, a lei 9.148 determina que apenas 30% de ilhas de abastecimentos nos postos possam funcionar como self-service.
Os postos também estão obrigados a usar equipamentos de segurança iguais aos existentes na Europa e Estados Unidos, que evitam qualquer possibilidade de acidentes por vazamento de combustível.
‘‘Dos 228 postos existentes na cidade, só oito contam com esse tipo de serviço’’, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de minerais e Derivados de Petróleo, Renato Bartnak. Para ele, ‘‘a lei veio em boa hora, porque ordena o mercado e reduz o risco de desemprego, apesar da tecnologia a ser implantada, porque exige profissionais especializados para garantir a segurança dos postos e dos usuários’’.
‘‘A lei traz maior segurança a todos, porque contém parâmetros rígidos que devem ser observados tanto pelos postos como pelas distribuidoras, solidariamente responsáveis com o revendedor por danos ao meio ambiente’’, disse a chefe da Divisão de Fiscalização de Controle de Poluição da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Adriana Kobiyama.
O projeto de lei, de autoria do vereador Natálio Stica, foi votado e aprovado na Câmara no início de setembro. A lei 9.148 está vigorando desde o dia 1º de outubro.
A lei obriga os postos a usar bombas dotadas de completa segurança, como as dos países desenvolvidos. ‘‘O risco de acidente e incêndio é permanente, mas a lei prevê a presença de profissionais especializados em segurança, o que é bem-vindo’’, diz Bartnak.
No exterior, equipamentos de última geração, com sistema automático de liberação e travamento de combustíveis, custam até US$ 30 mil a unidade. Os similares usados em Curitiba, que oferecem risco de derramamento de combustível, custam apenas U$ 3 mil.

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