Lei hoje impõe limite máximo de investimentos
Os fundos de pensão são considerados os motores do desenvolvimento. O poder de fogo dos fundos, no entanto, é rigidamente controlado pela legislação, que avançou muito nos últimos anos. Uma das mudanças mais importantes foi a substituição da obrigatoriedade de se investir uma parcela mínima de recursos em determinado ativo pelo limite máximo.
Assim, por exemplo, os fundos podem investir no máximo 50% de seu patrimônio em ações. Segundo dados de agosto deste ano, a média do setor é de 30,5% em ações. A inversão garantiu aos fundos a liberdade de poder optar pelo melhor investimento do momento, abolindo-se a compulsoriedade de perder dinheiro em ativos, às vezes, duvidosos e de baixa rentabilidade.
O investimento dos fundos é um investimento produtivo e não especulativo, define Renato Follador Júnior. Segundo ele, os fundos entram em negócios imobiliários ou empreendimentos empresariais para ficar, com objetivos a longo prazo, e não com interesses imediatistas.
Os fundos possuem hoje um patrimônio de US$ 8 trilhões em todo o mundo. Na Holanda, país onde os fundos detêm a maior participação relativa na economia, o patrimônio dos fundos é 10% superior ao PIB holandês. Mas são os Estados Unidos o país onde o peso econômico dos fundos é mais expressivo. O patrimônio dos fundos norte-americanos é hoje de US$ 4,6 trilhões, para um PIB de US$ 6 trilhões.
Dois terços do capital acionário das empresas norte-americanas estão nas mãos de fundos de pensão, que detêm o controle das 1 mil maiores indústrias do país. A figura do trabalhador se confunde com a figura do capitalista, filosofa Follador.
Na concepção moderna, os fundos nasceram nos Estados Unidos. Em 1950, o então presidente da General Motors, Charles Wilson, propôs a seus funcionários as bases do que se conhece hoje como previdência complementar.
Não são poucos os economistas que hoje afirmam que o dinheiro dos fundos é o único capital disponível para financiar o desenvolvimento. Sobretudo no Brasil, onde o poder de investimento do setor público se esgotou no final dos anos 70.





