Lei favorece pacientes, mas não é cumprida
A esperança dos pacientes diabéticos de Londrina é uma nova lei municipal aprovada este mês e que prevê atendimento médico e fornecimento de insulina, seringas, fitas reagentes, anti-diabéticos orais e material de informação para os pacientes do município. A lei foi publicada no Diário Oficial no dia 11, mas ainda não está sendo cumprida.
O município tem 3135 diabéticos cadastrados. Os postos de saúde só distribuem insulina NPH, que é mandada pelo SUS através da 17 Regional de Saúde. As fitas reagentes para o exame da taxa de glicemia acabaram em abril e até agora os postos não receberam nenhuma nova remessa.
O diretor de Serviços Especiais de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sergio Canavese, disse que não sabia que a lei foi sancionada, mas afirmou conhecer o projeto. Ele alegou que a secretaria precisa de um tempo para cumprir as determinações da nova lei: ''Vamos ter que viabilizar tudo que está previsto e toda compra exige processo licitatório, não posso fazer isso numa semana nem em um mês.'' Ele ainda não sabe quando os outros tipos de insulina, seringas e fitas reagentes estarão disponíveis para os diabéticos nos postos de saúde da cidade.
Apesar da lei municipal, o grupo de diabéticos do Hospital de Clínicas pretende continuar pressionando o Governo Federal porque muitos pacientes são de outras cidades e não terão direito à distribuição prevista na lei.





