Lei do piso motiva ato em Curitiba
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Professores ligados ao Sindicato do Trabalhadores em Educação do Paraná (APP-Sindicato) organizaram, na manhã de ontem, um ato público, na Boca Maldita, em Curitiba, reivindicando a implantação do piso salarial em outros estados e a efetivação da hora atividade de 33%, no Paraná. A manifestação faz parte de atos públicos que serão realizados em todo País, até que a lei do piso nacional, sancionada em julho pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja implementada em todo Brasil. A previsão é de que o protesto aconteça todo dia 16 de cada mês.
No Paraná, a luta principal é pela efetivação da hora atividade de 33%, que representa uma complementação salarial para atividades extra sala de aula, como elaboração e correção de provas e trabalhos. Hoje, a hora atividade do professor paranaense é de 20%, diz Luiz Carlos Paixão da Rocha, professor ligado à APP-Sindicato.
De acordo com ele, o ato também serve como apoio aos profissionais de estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minais Gerais, onde os governos não querem dar o aumento sancionado por Lula. O prazo para que isso aconteça é até 2010. No Paraná, o piso já é de R$ 950,00 para profissionais com formação de nível médio e jornada de até 40 horas, conforme a Lei Federal 11.738/08. O reajuste foi dado em setembro deste ano. "Se a lei do piso for revogada como querem os governos desses estados, o País inteiro perde", diz Rocha.
O ato realizado ontem reuniu poucos profissionais. O objetivo maior, explica Rocha, foi o de conscientizar a população. Os professores não pararam e as aulas não foram prejudicadas.


