Lei do carteiro tem pouca adesão
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sexta-feira, 28 de agosto de 1998
Sid Sauer 
A lei municipal que obriga todos os imóveis de Campo Mourão a contar com caixas para recebimento de correspondências teve pouca adesão. A avaliação é do chefe do setor de distribuição do Correio, Donizete Pereira Gama. Na área central, cerca de 65% das casas instalaram as caixas, mas na periferia essa porcentagem não chega a 30%, diz. A chamada lei do carteiro foi aprovada no início do ano e o prazo de 6 meses para que as caixas fossem instaladas venceu no final de semana. Esperava uma adesão maior, admite Gama.
O chefe de distribuição diz que, mesmo havendo um volume maior de cartas registradas na área central, o que faz a entrega das correspondências ser mais lenta, a adesão maior às caixas já vem permitindo um trabalho mais rápido. Para nós, o ideal seria uma adesão de 100%. Gama diz que pretende conversar com o autor da lei, o carteiro licenciado Izael Skowronski (PSDB), para saber se ele pretende cobrar o cumprimento da lei. Vamos ver o que a prefeitura vai fazer, mas acho difícil que ela obrigue a instalação.
Pela lei em vigor, imóvel residencial ou comercial que não tiver a caixa para entrega de correspondência pode levar uma multa de R$ 16,50. O valor da multa é praticamente o mesmo de uma caixa-padrão vendida pelo Correio: R$ 18,00. Antes da multa, no entanto, a prefeitura deve notificar quem não tem a caixa para providenciá-la em 30 dias. O autor da lei lamenta que a adesão tenha sido baixa. Segundo ele, um carteiro pode entregar até 300 correspondências por hora se todos os destinatários tiverem as caixas. Sem elas, o rendimento cai para 60 cartas/hora.
Ninguém é obrigado a comprar as caixas vendidas pelo Correio, lembra o vereador-carteiro. O Correio apenas aconselha que as caixas tenham pelo menos 33 centímetros de altura, 26 de largura e 9 de expessura para que nenhum tipo de correspondência seja danificada na hora da entrega. O número reduzido de fiscais na prefeitura é o principal impecilho para que o município fiscalize o cumprimento da lei.
Condomínios O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná (Sinduscon) está alertando para a tentativa de uma empresa não-autorizada de cobrar taxa de R$ 59,90 para emissão de laudo técnico sobre a segurança estrutural dos edifícios. A empresa se apresenta como Engenharia Inspeção Estrutural de Condomínios e encaminha cartas aos condomínios com boletos bancários para pagamento da taxa para que depois haja a inspeção. Segundo o Sinduscon, trata-se de um golpe. Quem for procurado deve fazer contatar o sindicato (fone 045-224-1102). O mesmo tipo de golpe está sendo aplicado em Maringá.


