Campo Mourão - Uma lei municipal de Campo Mourão está inviabilizando a ampliação da rede coletora de esgoto na cidade. A lei, aprovada na legislatura passada, obriga a Sanepar a reconstruir as calçadas danificadas com a instalação da tubulação. Uma nova proposta, prevendo o reparo apenas da parte danificada, deverá ser votada hoje pela Câmara.
A Sanepar pede a revogação da lei para licitar a construção de 68 mil metros lineares de rede de esgoto. A obra vai possibilitar três mil novas ligações de esgoto e ampliar a cobertura da rede de 46% para 70% da cidade. Para isso, a Sanepar quer ter o direito de fazer apenas um remendo na faixa de calçada destruída durante as obras, como era antes da lei em vigor.
''Os trabalhos estão previstos para começar em março, mas com essa lei o projeto fica inviabilizada'', argumenta o gerente da Sanepar em Campo Mourão, Roberto Takashina. Segundo ele, a obra está orçada em R$ 3 milhões e para cumprir a legislação municipal seriam gastos mais R$ 1,3 milhão, quase metade do valor do investimento.
Técnicos da Sanepar já se reuniram com os vereadores para convencê-los a revogar a lei. A proposta que será votada hoje foi encaminhada à Câmara pela Prefeitura. ''Esses investimentos já teriam sido iniciados se não existisse essa lei'', justifica o prefeito Tauillo Tezelli (PPS). A nova proposta também amplia o prazo de reconstrução das calçadas de 15 para 30 dias.
A lei em discussão foi aprovada numa época em que houve muitas reclamações pela demora da Sanepar em arrumar as calçadas e pela má qualidade dos remendos. Em alguns casos, o reparo era feito com um outro modelo de calçamento.

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