Emerson Cervi
De Curitiba
Representantes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) e da Associação Paranaense dos Escritórios de Arquitetura (Aspea) reúnem-se com técnicos do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) a partir de segunda-feira para discutir quatro itens da proposta de nova lei de zoneamento e uso de solos.
Entidades de classe da construção civil e setor imobiliário não concordam com algumas alterações na lei de zoneamento, principalmente o novo índice de afastamento lateral nos prédios; com a implementação do instrumento de solo criado em algumas regiões da cidade; com a proposta do metrô elevado e a estrutura viária prevista inicialmente. ‘‘Será uma reunião entre engenheiros e arquitetos para evitar interferências de outra ordem que normalmente atrapalham as discussões’’, diz o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), Marcos Assis Machado.
O debate entre técnicos do Ippuc e representantes das entidades antes do projeto seguir para a Câmara Municipal é a resposta do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) ao pedido do setor. No início de outubro, nove entidades entregaram uma carta a Taniguchi solicitando uma revisão conjunta da proposta. Na época, o presidente do Ippuc, Luiz Hayakawa, disse não concordar com o pedido.
‘‘A oportunidade que o prefeito nos deu é muito importante para que as propostas da prefeitura e do setor passem a convergir no mesmo sentido’’, afirma o presidente da Aspea, arquiteto e urbanista Eli Loyola. ‘‘A reação do presidente do Ippuc foi muito estranha.’’
A Aspea e outras entidades de classe ainda vão participar do seminário organizado pela Comissão de Urbanismo e Obras Públicas da Câmara Municipal, entre 4 e 5 de novembro, sobre a lei de zoneamento e uso de solos.

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