O crescimento populacional de Curitiba será redirecionado. A revisão geral da Lei de Zoneamento e Uso do Solo, coordenada pelo IPPUC, prevê o aproveitamento das características de cada região para definir as intervenções que serão feitas nos bairros. A idéia é compatibilizar as áreas habitacionais com a infra-estrututra do local e a criação de novas zonas residenciais de baixa densidade.
Até o final deste mês, o grupo técnico formado por representantes do IPPUC e de secretariais municipais finaliza a elaboração das propostas que vão alterar a lei. A partir de março do próximo ano, começa a discussão das idéias com os segmentos representativos da comunidade. A votação das alterações na Câmara de Vereadores está prevista para o mês de julho.
A coordenadora do projeto de revisão da legislação de zoneamento e uso do solo, Rosane Valduga, antecipa que a revisão não vai provocar profundas mudanças estruturais na lei. ‘‘A grande maioria das mudanças serão apenas ajustes’’, diz Valduga. Ela explica que desde a última revisão, feita em 1975, o IPPUC sempre procurou monitorar a lei para atualizá-la, através de decretos municipais, assim que fosse necessário.
As regiões Sul e Sudeste de Curitiba deverão sofrer as maiores alterações na legislação. Os bairros Boqueirão e Xaxim, por exemplo, vão ganhar áreas onde serão implantadas praças e bosques. Rosane Valduga diz que as duas regiões são carentes de locais verdes. Em propriedades particulares, os donos serão incentivados a preservar áreas verdes. Na questão ocupacional, o eixo das avenidas Marechal Floriano, Afonso Camargo e Wenceslau Braz, além da Avenida das Torres, também sofrerão intervenções no zoneamento. Uma das preocupações é ajustar áreas que foram programadas para serem de serviços e acabaram cedendo espaço para zonas residenciais.
Os municípios que integram a Região Metropolitana de Curitiba também não ficaram de fora. O grupo técnico de revisão geral da Lei de Zoneamento e Uso do Solo está discutindo com as prefeituras a instituição de faixas de preservação ambiental ao longo dos rios que abastecem as cidades da RMC.
O IPPUC detectou uma particularidade na análise dos problemas das diferentes regiões da cidade de Curitiba. Em zonas urbanas com características distintas havia um tratamento uniforme dos parâmetros de uso e ocupação do solo. ‘‘Estamos tentando fazer uma adaptação ao comportamento de cada zona’’, assinala Rosane Valduga. Com as mudanças na lei, a Prefeitura quer incrementar, nas áreas que sofrerão os ajustes, projetos como o Linhão do Emprego, BR-Cidade, Eixo Barão-Riachuelo, programa Revivendo Curitiba, Portão Cultural, Espaço Ahu, Patrimônio Histórico e Saneamento Bairro a Bairro.

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