A Lei de Transplantes, que transforma todo brasileiro em doador de órgãos se não se manifestar contra isso, precisa de tempo para funcionar e esse período é necessário para que a rede pública de saúde se prepare para atender à demanda, admite o ministro da Saúde, Carlos Albuquerque. Até o final do ano, deverão ser criados mais quatro bancos de órgãos no País. O ministério pretende fazer também uma campanha de esclarecimento da população. Segundo o ministro, a lei está sendo vista de uma forma impositiva e imediatista.
A lei modificará a cultura das pessoas e por isso, acredita o ministro, vai demorar para ser compreendida. Ele ressalta que a lei não trata apenas da doação presumida de órgãos, mas também organiza o sistema de doações, criando punições à comercialização de órgãos. Para Albuquerque, um dos pontos positivos da lei é a implantação da lista única, em que todos os pacientes têm chances iguais de receber um órgão para transplante.
O ministro destaca que não há prazo para fazer opção de ser ou não doador e que as pessoas podem até mudar de idéia. Além das campanhas de esclarecimento e conscientização, o ministério pretende incentivar a adaptação da rede pública para o diagnóstico da morte cerebral, retirada de órgãos e transplante. ‘‘A demanda existe, a oferta de órgãos vai crescer e cada região deverá ter infraestrutura para atender’’, disse o ministro. (M.K.)

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