Em seu primeiro dia em vigor, a Lei da Focinheira foi cumprida em Curitiba. No domingo de sol, a maioria dos cães grandes ou de raças consideradas ferozes que passeavam pelos parques utilizavam a focinheira, conforme determinação do decreto 642. Outro decreto municipal que entrou em vigor ontem é o que responsabiliza os donos de cães pela limpeza e remoção das fezes dos animais.
O dentista José Carlos Stocco e sua família, donos da pequena poodle branca Lili, passeavam pelo Parque Barigui munidos de um saco plástico, próprio para a coleta. ‘‘Nós sempre fizemos isso, muito antes de existir a lei’’, disseram. A família tem o animal há 2,5 anos.
‘‘Limpar a sujeira que ela faz nos parques é uma medida ecológica e de higiene’’, comentou o dentista. Ele acha que vai demorar um pouco para que toda a população assimile a nova medida, mas torce para que isso realmente aconteça.
Embora adepto da Lei da Focinheira, o engenheiro André Luiz Moreira, dono de um filhote de pit bull de seis meses, é contra o decreto. ‘‘Acho que cada um tem que saber o limite do seu cão, independente da raça ou tamanho dele’’, comentou.
Ele começou a treinar o cão com a focinheira uma semana antes do decreto entrar em vigor, mas reclama que o pit bull ainda não se acostumou muito bem. ‘‘Já troquei de focinheira, mas ele continua reclamando’’.
Na opinião de Moreira, a nova Lei só irá ‘‘pegar’’ se houver constante vigilância e punição dos infratores. No caso do uso de focinheiras, o decreto prevê uma notificação, que pode ser seguida de multa de R$ 560,51. Para os donos de cães que insistirem em não remover as fezes do animal do local, a multa é de R$ 150,00.

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