Não foi dessa vez que vendedores de lanches e representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) conseguiram entrar em acordo sobre a volta ou não dos comerciantes à calçada lateral ao Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina (área central). As leis municipais, que limitam o trabalho de dois ambulantes em uma quadra, emperraram o debate.
O encontro realizado ontem, na sede da companhia, contou com cerca de 30 pessoas, incluindo vereadores, arquitetos e integrantes da Vigilância Sanitária, ®MDNM¯do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) e da Companhia de Desenvolvimento (Codel), além do Conselho Municipal de Atendimento a Pessoas com Deficiência. A discussão foi centrada nas sugestões para o projeto de revitalização do Terminal. As propostas deveriam agradar ambulantes, comerciantes e, principalmente, os pedestres que utilizam as calçadas da Rua Benjamin Constant.
O primeiro problema apareceu logo no início da reunião. ''O pessoal da CMTU trouxe o projeto de revitalização para podermos analisar e sugerir possíveis mudanças. Eles deveriam adiar a reunião para outro dia'', criticou Rafael Mácio da Silva, 29 anos, representante dos 16 vendedores. Mas para o assessor de relações comunitárias da CMTU, Carlos Xavier, é preciso ''buscar soluções para a comunidade e não somente para ambulantes''.
A Lei Municipal proíbe que ambulantes circulem pelo interior do Terminal e também que fiquem dentro de um raio de 50 metros. ''Não podemos colocar os 16 onde a lei só permite dois'', explicou Xavier.
A reunião encerrou com a apresentação de algumas propostas que alterassem a estrutura das atuais grades do Terminal. Entre elas, foram sugeridas a instalação de boxes ocupando parte da calçada (um metro) e parte do interior do prédio (50 centímetros), evitando assim prejudicar o trânsito de pedestres.
Uma nova reunião deve ser agendada. A Vigilância Sanitária, Ippul e Codel apresentarão pareceres depois de analisar o projeto de revitalização.

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