Lei avalia alimento em farmácia
Tramita na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei que pretende proibir as farmácias da cidade de comercializar produtos alimentícios e congêneres, que não têm caráter medicinal. De acordo com o autor da proposta, o vereador Ney Leprevost (PPB), algumas farmácias estariam extrapolando ao vender mercadorias de panificadoras e mini-mercados, competindo com estes estabelecimentos comerciais. A competição seria desleal e também perigosa ao associar remédios com outras mercadorias, avaliou o vereador.
Leprevost explica que a proposta de lei quer suprir uma brecha na legislação federal, que possibilitou a criação das drugstores. Para operaram no mercado, as drugstores conseguiram uma liminar, comenta. A proposta do vereador, que está na Câmara desde a metade do semestre, é muito similar a resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF), publicada na última sexta-feira, que proíbe o registro de drugstores junto a este órgão.
O vereador afirma que a proposta não vai prejudicar as farmácias e drogarias, que hoje só operam com produtos farmacêuticos e remédios. No projeto, caberia a Secretaria Municipal de Saúde estabelecer o que poderia ser comercializado nas farmácias.
A medida é oportuna, comenta o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná, David Guntowski. Para ele, as drogarias e farmácias devem seguir sua função primeira, que é a venda de medicamentos. Guntowski, proprietário da Maxifarma, diz-se pessoalmente favorável a uma definição na legislação dos estabelecimentos farmacêuticos. Mas como presidente do sindicato apóio as drugstores, afirma.
Guntowski diz entender a posição das farmácias que vendem produtos não farmacêuticos. Mas só serei favorável a venda de produtos alimentícios nas farmácias quando os supermercados puderem vender remédios em suas prateleiras, afirma.Arquivo FolhaDavid Guntowski, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná: A medida é oportunaIsrael Reinstein





