Apesar de Souza Filho ter causado uma morte, de não ter prestado socorro, de ser acusado de fazer ‘racha’, de ter comunicado um falso crime e, conforme a própria polícia, ter indícios de embriaguez, o delegado Arten Dach, responsável pelo caso, disse que o acusado foi enquadrado por homicídio culposo e solto porque a lei lhe dá o direito de responder ao processo em liberdade.
Dach afirmou que o gerente não ficou preso porque o policial da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos não deu voz de prisão quando Souza fez o comunicado falso do furto da Scania, já que não sabia que Souza tinha provocado o acidente. Além disso, o delegado disse que o acusado teria sido beneficiado porque acabou confessando o crime para a delegada Margarete Oliveira Mota.
Em um caso semelhante, ocorrido em 16 de maio, o delegado Dirceu do Nascimento, da mesma delegacia, também permitiu que o chacareiro Wladimir Poli ficasse em liberdade após um acidente em que duas pessoas morreram. Poli também foi enquadrado em homicídio culposo. No entanto, o juiz Rogério Kanayana, da 1ª Vara de Delitos de Trânsito, revogou a fiança dada pelo delegado. Kanayana restabeleceu a prisão em flagrante e enquadrou Poli em crime doloso, o que deve levá-lo a um júri popular. Apesar do juiz ter emitido novo mandado de prisão, o chacareiro está foragido desde então. (J.A.)

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