A Lei de Crimes Ambientais ainda não está intimidando os pichadores, segundo o diretor de Parques e Praças, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Reinaldo Pilotto. Mesmo com a determinação de penas de três meses a um ano e multas estabelecidas por juiz de acordo com o dano causado, a nova legislação não consegue impedir a ação das gangues por causa da falta de fiscalização.‘‘É impossível fiscalizar. Só as áreas de lazer são 800.’’
Segundo Pilotto, algumas áreas como as praças Osvaldo Cruz e a 29 de Março estão livres da ação dos pichadores, mas bairros como o Cabral continuam na mira das gangues. Na esquina das ruas Augusto Severo e João Gualberto, o muro de uma casa exibe vários desenhos e a frase: ‘‘Não estragamos muros, apenas damos vida a eles.’’
Kraw PenasO muro do INSS na Travessa da Lapa é um dos pontos preferidos da pichação ‘artística’
Andando pela cidade, pode-se encontrar vários outros muros pichados. O muro do INSS, na Travessa da Lapa, esquina com a Visconde de Guarapuava, é um deles. As pichações cobrem todo o muro branco. A caixa de loja Silvia Oliveira, 21 anos, passa todos os dias pela rua a caminho do trabalho. ‘‘Acho as pichações criativas, mas não é legal que estejam no meio da cidade’’, disse.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente estuda locais que possam servir para os grafiteiros fazerem sua arte. Os primeiros serão o Jardim Ambiental e a Praça do Atlético. ‘‘Não somos contra a arte, desde que bem aplicada e no lugar certo’’, disse Pilotto. ‘‘As pessoas não podem confundir o grafismo com palavrões escritos no muro.’’

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