Curitiba - Pilhas, baterias, toner de impressão, embalagens de inseticidas, tintas, remédios vencidos, lâmpadas fluorescentes e óleo de origem animal e vegetal não devem ser descartados no lixo orgânico nem no reciclável. Além de contaminarem a água e o solo, atrapalham o processo de decomposição dos demais resíduos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2 de agosto deste ano, estabelece que a responsabilidade pela gestão do lixo seja compartilhada entre governo, empresas e população. A lei inclui a obrigatoriedade da logística reversa, o retorno de embalagens de lixo tóxico para a indústria que produziu. Ela deveria ter sido regulamentada em 90 dias, mas até agora não foi. Quando isso ocorrer, as empresas terão quatro anos para se adequar às novas regras.
Algumas cidades não esperaram a lei entrar em vigor para arregaçar as mangas. Em Curitiba existe um calendário especial de coleta de lixo tóxico. Um caminhão da prefeitura percorre os 24 terminais de ônibus da cidade, entre 7h30 e 15 horas. Lá é feita a coleta de pequenas quantidades de resíduo tóxico domiciliar. No caso de lâmpadas fluorescentes, são apenas dez unidades por pessoa. A programação fica disponível no www.curitiba.pr.gov.br. O material é enviado para aterro industrial no bairro Cidade Industrial. (D.C.)

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