Legistas podem se separar da Civil
Guilherme Pupo

Albari Rosa
Com o projeto de lei do deputado estadual Joel Coimbra, médicos legistas e peritos criminais do IML podem se desvincular da Polícia Civil, atuando com mais independência e contornando dificuldade de obtenção de verbasUma polícia especializada em investigações e perícias científicas poderá ser criada no Paraná nos próximos meses. O deputado estadual Joel Coimbra (PTB) apresentou na Assembléia Legislativa uma proposta de emenda constitucional que prevê a criação da Polícia Científica. A idéia é desvincular os médicos legistas e peritos criminais da Polícia Civil.
A proposta é uma reivindicação antiga dos profissionais da área criminalística, que reclamam da dificuldade na obtenção de verbas para a compra de equipamentos. Atualmente, o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML) são subordinados à Polícia Civil. Com a criação da Polícia Científica, a distribuição de verbas da Secretaria de Segurança ficaria mais equilibrada.
Atualmente, já existem polícias científicas instaladas em outros Estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Amapá, além de estados norte-americanos e países europeus.
Joel Coimbra, que também é presidente da Comissão de Constituição e Justiça na Assembléia, garante que a Polícia Científica não traria despesas para o Estado. Segundo ele, a estrutura já existente do Instituto de Criminalística seria aproveitada, com a relocação de recursos, laboratórios e as atuais sedes dos serviços periciais.
Hoje, há 273 profissionais da área criminalística em atividade no Paraná - divididos nas categorias de peritos criminais, médicos legistas, químicos legais e toxicologistas.
Autarquia - O deputado Florisvaldo ‘‘Rosinha’’ Fier (PT) concorda com a proposta da emenda mas defende a criação de uma autarquia independente para os órgãos ligados à criminalística. ‘‘Mesmo com a aprovação da emenda, o diretor geral da Polícia Científica continuará sendo indicado pelo secretário de segurança. Os peritos e médicos legistas devem ser realmente autônomos - e não ligados a policiais - para que não haja interferência na investigação de crimes’’, observa o deputado.

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