O delegado Antônio do Carmo, de Rolândia, designado pela Secretaria de Segurança Pública para presidir o inquérito policial que investiga os atentados contra a família Tamiya, de Apucarana, anunciou ontem o adiamento da exumação do corpo do banqueiro do jogo-do-bicho Mário Mitsuo Tamiya. Um novo laudo de perícia seria feito na manhã de hoje, mas foi cancelado porque médicos legistas de Curitiba não puderam viajar para o Norte do Estado.
Tamiya foi encontrado morto no quintal de sua casa no dia 14 de dezembro de 1996. A versão inicial era de que ele teria sido atacado e morto por seus três cães, da raça Mastim Napolitano, que são de grande porte (80 kg na fase adulta) e violentos. O laudo de necrópsia apontou morte por hemorragia devido aos ferimentos.
Mas uma série de atentados contra a família em março e abril deste ano levaram à hipótese de a morte não ter sido obra de cães. As suspeitas foram levantadas por Mário Juliano Kazuo Tamiya, filho do banqueiro. Segundo o delegado, uma nova data para a exumação deverá ser definida na segunda-feira.

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