O Ministério Público Estadual ofereceu sem êxito denúncia por supostas práticas de atos libidinosos contra o ex-diretor do Instituto Médico Legal, Francisco Moraes e Silva, afastado do cargo em fevereiro de 2000. A denúncia foi feita pelas promotoras Monica Sakamori e Terezinha Carula, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). O Processo Administrativo 25/99 foi encaminhado para a 7 Vara Criminal de Curitiba que ainda não acolheu a denúncia. ''Os autos noticiavam práticas de atos libidosos do então diretor'', informou Monica Sakamori em entrevista à Folha.
As denúncias começaram a pipocar no final de 1999 quando várias adolescentes deram depoimentos de suposta violência sexual em um programa mantido na oportunidade pelo deputado estadual Ricardo Chab, na TV Bandeirantes. As adolescentes contavam nos depoimentos que eram obrigadas a responder questões formuladas por Moraes e Silva de forma constrangedora. Umas disseram ter sido vítimas de estupro.
Outras afirmaram que houve violência sexual por parte do ex-diretor que introduziria o dedo nos órgãos genitais das vítimas. Funcionários chegaram a dizer que tinham a orientação por parte de Moraes e Silva para encaminhar as ''meninas vistosas'' para que o mesmo analisasse. As denúncias foram rebatidas fortemente pelo ex-diretor, que disse atender qualquer vítima dentro do IML. Ele disse que todos os atendimentos são feitos minunciosamente e com técnicas difundidas de forma internacional. Negou qualquer tipo de abuso sexual.
Ainda estão sendo analisados pela PIC denúncias de suposta comercialização irregular de cadáveres dentro do IML, rodízio irregular de funerárias no pátio da instituição e falsificação de laudos para fins de liberação do seguro de trânsito obrigatório.(LP)

mockup