Arquivo FolhaChefeQueiroz, do IML de Londrina: legista ganha R$ 850 por mês A paralisação dos médicos legistas dos Institutos Médicos Legais (IML) de todo o Paraná, marcada para amanhã, pode não acontecer. Ainda hoje, cerca de 74 legistas do Estado decidem se voltam ou não a assinar os laudos. Há uma semana eles decidiram pela greve parcial, suspendendo a assinatura dos laudos feitos nos IMLs.
O presidente da Associação de Medicina Legal do Estado, Giovanni Loddo, acredita que as chances de suspensão da greve total são de 70%. A principal reivindicação dos legistas é o encaminhamento, por parte do Governo do Estado, do Plano de Cargos e Salários da categoria para a Assembléia Legislativa. ‘‘O Plano deveria ser implantado em maio deste ano’’, diz Loddo, que se reúne hoje, às 15 horas, com Gerson Guelman, assessor do governador Jaime Lerner, para discutir o assunto. ‘‘O governador já se mostrou sensibilizado com nossa reivindicação’’.
Há 11 anos, os salários dos médicos legistas era vinculado aos dos delegados. ‘‘Desde então, estamos sem referencial. Com o Plano de Cargos e Salários, a categoria será reconhecida’’, diz Loddo.
O chefe do Instituto Médico Legal de Londrina, médico Antonio Carlos de Queiroz, decidirá hoje, ao meio-dia, junto com outros funcionários, se a categoria entra em greve total na Cidade. A reunião acontece no IML de Londrina. ‘‘Estamos aguardando os resultados da negociação feita em Curitiba para redefinirmos a greve.’’
Em Londrina, trabalham oito médicos legistas, dois toxicologistas e uma odontolegista. Um médico legista ganha R$ 850 por mês, com carga horária de 40 horas semanais. ‘‘Um médico da Secretária de Saúde, que muitas vezes nem é especialista, recebe três vezes mais para trabalhar 20 horas por semana’’, diz Queiroz. ‘‘Atualizado, o salário de um médico legista seria de cerca de R$ 2,5 mil’’, calcula.

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