O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Junker Grassioto, explicou que a legislação atual não prevê a existência de ruas sem saída na área urbana. Segundo ele, como os terrenos não são loteados ao mesmo tempo, o que pode acontecer é algumas ruas acabarem em áreas que ainda não se transformaram em bairros. ''O loteador tem obrigação de construir as ruas apenas em sua propriedade'', explicou.
Quanto aos fundos de vale, Junker esclareceu que todas as áreas têm previsão de ser circundadas por avenidas marginais, mas a prefeitura só executa as obras quando a necessidade é muito grande. ''Os fundos de vale são o maior patrimônio natural de Londrina. É inevitável que algumas ruas sejam interrompidas por eles'', ressaltou.
Com relação às ruas sem saída que terminam em casas ou estabelecimentos comerciais, ele acredita terem sido construídas antes da legislação vigente. ''As configurações antigas da zona urbana nem sempre são adequadas para as necessidades atuais. É o preço que se paga pelo progresso.'' (C.A.)

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