Luciana Pombo
De Curitiba
Os softwares usados em empresas e agências de propaganda terão que ter a licença para uso e a nota fiscal a partir do dia 30 de outubro, último prazo para que os programas piratas sejam legalizados. A campanha, lançada em todo o País, tem como meta diminuir a quantidade de disquetes piratas comercializados e aumentar as vendas nas lojas especializadas.
Em Curitiba, as vendas dos programas originais aumentaram cerca de 40%. Em algumas lojas, os produtos da Microsoft já começaram a faltar. É o caso da TBA Informática Ltda., que trabalha com a venda de software, treinamento e consultoria. Segundo Andréia Reguta, telemarketing da empresa, alguns clientes tiveram que ser inseridos na fila de espera. ‘‘Quando o caso é muito urgente, nós encaminhamos o cliente para as grandes empresas’’, diz.
A Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática, Regional Paraná, tem recebido cerca de dez ligações diárias de empresas interessadas em fazer a mudança. ‘‘O problema é que muita gente vê a campanha e não tem controle de todos os funcionários. Tem empresas com mais de 2 mil funcionários e que pode ter programas piratas, retirados da Internet, sem saber’’, explica Daniele Leonz, assessora de imprensa.
Para legalizar o software utilizado, a empresa precisa procurar qualquer loja que venda programas registrados e com licença. As empresas que trabalham com diversos computadores não precisam comprar um programa para cada equipamento, basta conseguir um contrato de licença adicional. A empresa que for pega utilizando softwares piratas poderá ser multada em até R$ 70 mil por programa, além de multas adicionais que podem ser aplicadas. Os proprietários podem ser presos.

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