Israel Reinstein
Em uma sessão tumultuada, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou ontem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Além disso, os vereadores prorrogaram, no final da tarde, a sessão ordinária por mais cinco horas, para votar o projeto que modifica o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC) e cria o Instituto Curitiba Saúde (ICS). Apesar da ampliação do prazo, um acordo entre vereadores estabeleceu que as duas propostas não seriam alteradas no plenário. Até o fechamento da edição, o projeto do IPMC ainda não tinha sido posto na pauta de votação.
Os vereadores aprovaram a LDO seguindo o parecer do relator Rui Hara (PFL). Das 113 emendas apresentadas, Hara validou apenas sete - dos vereadores Jonatas Pirkiel (PSDB), Julieta Reis (PFL), Jorge Samek (PT), Carlos Bortolleto (PL) e Borges dos Reis (PFL). ‘‘Muitos vereadores cometeram erros ao apresentar emendas que definiam valores e destinações específicas’’, afirmou. O relator explica que na LDO, ao contrário da lei orçamentária, os assuntos orientam o Executivo e não estabelecem pontos detalhados.
No entanto, os vereadores da oposição questionaram o parecer, porque, na avaliação deles, seria uma carta em branco. ‘‘Como não define nada, a prefeitura implanta projetos estranhos ao que foi estabelecido’’, questionou Samek, que teve 52 emendas rejeitadas. Mesmo com o protesto da oposição, a LDO foi aprovada na íntegra.
IPMC - O líder da prefeitura na Câmara, vereador Mário Celso (PFL), informou que os vereadores iriam ficar até às 23 horas de ontem para votar o projeto do IPMC. ‘‘O que será aprovado é o projeto original da prefeitura’’.
Ontem pela manhã, vereadores da oposição e diretores do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) tentaram pressionar o prefeito Cassio Taniguchi para alterar o projeto.

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