Lavradores viram reféns de assaltantes
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sábado, 15 de junho de 2002
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Por volta das 19 horas de anteontem, três assaltantes encapuzados e fortemente armados invadiram uma chácara localizada na Estrada do Periquito (zona leste) e fizeram reféns sete pessoas que estavam no local. Os assaltantes permaneceram cerca de uma hora na propriedade e fugiram levando três televisores, um videocassete, um rádio, um aparelho celular, roupas e diversos pares de tênis.
A caseira da chácara, a viúva Gessy Augusta Chaves, contou que os ladrões renderam seus filhos e amigos que estavam brincando de futebol no quintal da chácara.
Depois de amarrados com fios, os reféns foram trancados num quarto da casa de Gessy, onde foram ameaçados de morte. Ela disse que os assaltantes queriam a chave da casa do japonês, o patrão, numa referência ao proprietário da chácara, que não quis falar com a imprensa.
Como não conseguiram as chaves da sede da chácara, os ladrões quebraram portas e janelas para entrar. Dentro da casa, eles comeram, retiraram eletrodomésticos, quebraram objetos e fugiram. Só não levaram o trator da propriedade porque não acharam as chaves.
Os sete reféns conseguiram se libertar só na manhã de sábado, quando um dos menores amarrado conseguiu se soltar e desamarrou os demais. A Polícia foi acionada. Um dos filhos da caseira, Valdinei Reis, disse que há pelo menos um ano e meio a Patrulha Rural não é vista na área. Com medo, ele contou que os ladrões disseram que iriam voltar. A família pensa em se mudar do local por causa dos constantes casos de violência.
Esse foi o segundo assalto na área de chácaras localizadas próximas à Estrada do Limoeiro em apenas uma semana. Na noite da última quarta-feira, ladrões invadiram uma propriedade e também fizeram refém a família do administrador. Para fugir com um trator, levaram um dos reféns, que foi solto somente na madrugada de quinta-feira.
Os policiais militares que estiveram no local não quiseram dar entrevista. Eles alegaram que, por ordem do comando, só podem falar com a imprensa quando são feitas prisões.


