Lavradores e agroboys partilham o mesmo gosto
A Selaria Tito Schier atende um público diverso, atraído por artigos que não são encontrados facilmente. Lavradores, fazendeiros e agroboys frequentam a loja, onde podem encontrar produtos típicos gaúchos - como erva-mate, guaica e artesanato - botas e artigos de estilo country ou, é claro, selas e arreios. A selaria foi aberta em 1944 por Tito Schier, que herdou o ofício do pai, um austríaco que veio para Curitiba para trabalhar na abertura da estrada da Graciosa.
Segundo Mariluz Schier - que assumiu a loja em 1985 com os dois irmãos -, os produtos mais vendidos hoje são as botas e as selas. Muitas pessoas viajam para poder comprar os originais tamancos holandeses, feitos artesanalmente em madeira e couro, diz. A loja é uma das poucas com profissionais especializados - os seleiros - para consertar selas, arreios e artigos de montaria em geral. A selaria também atende grandes empresas, como a Volvo, a Furukawa e a Copel, com produtos em couro feitos sob encomenda. São malas para ferramentas, correias e até revestimentos para guindastes.
Jóias - A clientela da Relojoaria Raeder, aberta em 1895, diminuiu e o tipo de serviço procurado também. Relógios e jóias raras não ocupam mais as prateleiras. Carl Raeder, 87 anos, administrador atual da loja, explica que a abertura das importações aumentou a variedade de produtos e reduziu os preços. Hoje, compensa mais comprar nos shopping centers, constata. O local mantém clientes antigos, exigentes na hora de consertar relógios, reparar ou fazer óculos. Hoje, a maior parte do atendimento é de consertos de relógios e jóias.
A relojoaria Raeder, fundada pelo pai de Carl, é especializada no conserto de relógios antigos de parede, como os cucos. Na fachada da loja funciona um relógio trazido de Leipzig pelo imigrante alemão Roberto Raeder. O equipamento, controlado por outro relógio-mestre que fica dentro da loja, foi restaurado em 1993 e resiste à ação dos vândalos e, há mais de um século, marca as horas de Curitiba. (A.V.)





