A Polícia Civil de Braganey (45 km ao norte de Cascavel) está sendo acusada de perseguir e maltratar pessoas ligadas ao prefeito João Capelletto (PMDB). A denúncia foi feita pelo lavrador Valdeir Gonçalves da Conceição, que trabalha em uma propriedade do prefeito. Segundo ele, os problemas começaram nas comemorações do aniversário de Braganey, no dia 3 de maio. Conceição disse que estava em uma danceteria quando uma pessoa conhecida por ‘‘Tupi’’ tentou agredir seu cunhado, Vanderlei de Souza.
O lavrador contou que estava saindo da danceteria, num outro dia, quando foi agredido por um rapaz chamado Nilton. Após conseguir escapar e correr para casa, foi perseguido por um funcionário da delegacia, conhecido como Aílton. ‘‘Ele segurou na minha camisa e tentou me dar um tiro. A bala atravessou minha roupa, mas não me machucou’’, relatou. Valdeir Conceição disse que um amigo se aproximou e levou um tiro de Aílton.
Conceição foi levado para a delegacia onde diz ter sofrido novas agressões por parte de Aílton. Depois de liberado, ele esteve no Instituto Médico-Legal de Cascavel para fazer exames de corpo delito. O delegado chefe da 15ª Subdivisão Policial em Cascavel, Valmir Sóccio, informou que foi aberto inquérito para apurar as denúncias contra o delegado de Braganey, Roni Carlos Grelak.
Grelak negou que os policiais tivessem agredido o lavrador e disse que todos os problemas estão sendo causados pelo prefeito João Capelletto. Já o prefeito afirmou que existe um clima de muita revolta na cidade e que ‘‘pode acontecer um tiroteio a qualquer momento’’.

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