Curitiba - A Justiça determinou, por meio de liminar, a interdição de uma caldeira da Lavanderia Vitória, localizada em um prédio residencial no Centro do Curitiba. O Ministério Público (MP) estadual, autor da ação, argumenta que a caldeira oferece perigo aos trabalhadores da lavanderia e aos moradores do prédio onde está instalada.
A decisão do juiz da 8ª Vara Cível de Curitiba, José Roberto Pinto, publicada em Diário Oficial, anteontem, atende a uma ação civil pública apresentada pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Trabalhador. O juiz ressaltou que, se houver resistência ao cumprimento da ordem judicial, caberá multa de valor ainda não fixado.
As irregularidades -constatadas em auditorias realizadas pela Superintendência Regional do Trabalho- eram com relação à instalação da caldeira próxima a um tanque com 3 mil litros de óleo diesel, bem como de manutenção do equipamento. O MP informou, em nota, que a Companhia Paranaense de Lavanderias (razão social da empresa) teria descumprido ordens de interdição anteriores e não tem programas de controle de saúde e danos ambientais, previstos em lei.
A reportagem da FOLHA procurou a lavanderia para mais informações e uma pessoa, identificada como Regina Quadros, que se apresentou como membro da família proprietária do estabelecimento, negou as acusações. Ela afirmou não conhecer as denúncias e não quis identificar os advogados da empresa, os quais alegou serem os responsáveis pelo estabelecimento.
De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Trabalhador, os responsáveis pela lavanderia seriam notificados entre ontem e hoje pelo oficial de Justiça. A interdição deverá ser imediata após a notificação.

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