Peritos do Instituto de Criminalística de Londrina concluem até amanhã o relatório onde vão apontar as causas do incêndio que causou a morte do menino Luiz Paulo Leão, de 3 anos, no domingo. O garoto morreu carbonizado dentro do carro do pai, que estava estacionado no quintal. A tragédia aconteceu por volta do meio dia, na rua Aristides Simões, 328, no Jardim Santa Joana (zona sul). Luiz Paulo estava brincando sozinho dentro do carro e não conseguiu sair quando o fogo começou. Segundo o perito criminal Luciano Bucharles todo o material coletado, anteontem, no local do acidente, foi enviado para exame em laboratório.
De acordo com o perito criminal Luis Carlos Kovacs, que atendeu a ocorrência, o incêndio provalmente foi provocado pelo próprio garoto, que devia estar brincando com fósforos: ''Já sabemos que o fogo não foi causado por combustível nem defeito elétrico porque o motor do carro não queimou. A hipótese mais provável é que o menino tenha provocado o incêndio com fósforos pois não encontramos sinais de isqueiro e havia muita estopa do lado de fora do carro'', disse.
Quando o perito chegou ao local, anteontem, os pais do garoto não estavam. Segundo testemunhas, a mãe, Keila Amantino da Lapa, 20 anos, deixou o menino brincando no carro e foi até a casa de uma vizinha. O carro é um Fiat antigo, modelo 147, de duas portas.'' Não havia extintor de incêndio. O garoto estava no banco de trás. O fogo começou nos bancos e no carpete e, se foi provocado por estopa, deve ter se alastrado bem rápido'', indicou Kovacs. Ele explicou que os bancos da frente estavam travados e por ser pequeno, o menino não conseguiu pular para abrir as portas. (Colaborou Chiara Papalli).

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