O Instituto de Criminalística de Londrina deve entregar hoje o laudo do exame de local realizado na casa do administrador da fazenda Borborema, onde o segurança José Lopes de Oliveira, 36 anos, conhecido como Django, foi morto no domingo pela manhã. O chefe técnico da Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, adiantou que o tiro que matou o segurança foi desferido a uma distância entre 40 e 50 centímetros. ‘‘Isso caracteriza que o autor dos tiros tinha intenção de acertar’’, comentou o perito.
A conclusão da Criminalística, portanto, é que houve homicídio e não suicídio, como os sem-terra envolvidos no conflito haviam afirmado anteriormente. Segundo Geraldo Gonçalves, o tiro acertou a região superior do crânio de Django, transfixou e saiu na região da boca. O Instituto aguarda agora a entrega das armas que estavam em poder dos sem-terra e dos seguranças para a realização do exame de balística. O exame vai definir de que arma saiu o tiro que matou o segurança.
O delegado responsável pelo inquérito que apura a morte de Django, Jurandir Gonçalves André, do 4º Distrito Policial, informou ontem que a busca de antecedentes criminais do segurança não revela passagens pelas polícias dos estados de São Paulo e Paraná. O delegado já ouviu, até o momento, cerca de 10 testemunhas do conflito que acabou em morte. Ele não informou quantas pessoas ainda serão ouvidas. Entre os que prestaram depoimento está a esposa de Django, Sônia Gonçalves.
Segundo Jurandir Gonçalves, Sônia é a segunda esposa de Django, com a qual ele não teve filhos. Ainda de acordo com o delegado, Sônia informou que o casal morava em Andradina, interior de São Paulo, onde Django era cobrador de dívidas. Ela revelou que o marido tinha fama de valente e corajoso.

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