Quem cuida do caso das desapropriações da PEL representando o governo paranaense é a Procuradoria Geral do Estado em Londrina. Depois de consulta à 7 Vara Cível de Londrina, a procuradora Bernadete Gomes de Souza, coordenadora local da procuradoria, teve a informação de que, desde 28 de agosto de 2001, o caso estava na mão da perícia. ''Não tivemos acesso ao processo por causa disso, e com certeza é tempo demais para ele ficar parado, esperando pela avaliação pericial'', informou a procuradora no início da tarde de sexta-feira.
Mas ainda na semana passada, por coincidência, o laudo pericial foi entregue no Fórum: 300 páginas de avaliações de 17 áreas, três das quais ainda habitadas por moradores, e outra abrigando parte de um estabelecimento industrial. Segundo a pessoa responsável pela avaliação, que não quis se identificar, o laudo demorou a ser concluído justamente por ter sido bastante trabalhoso. Agora, a próxima parada do processo será na mesa do juiz da 7 Vara Cível, José Cichoki Neto.
Os advogados que defendem os réus no caso das desapropriaçãoes demonstram o mesmo desânimo e lamentações ao falar do arrastado caso. Segundo Miguel Angelo Aranega Garcia, que representa José Aparecido no processo, a espera pela avaliação da perícia que estipulou um novo valor às propriedades, foi mais um capítulo de uma novela interminável. ''O Estado pagou uma parte dos valores que havia dado para cada imóvel, mas por um preço que sempre foi contestado, já que o valor de mercado era muito maior'', explica. ''Como o governo tem o privilégio de um prazo maior para lidar com os processos, o resultado são quase dez anos só na primeira instância''.

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