Os cinco litros de leite longa vida do lote CP 4, com data de fabricação de 21.02.2002, destinados à merenda escolar, analisados pelo Laboratório de Produtos Animais (Lapa) do Ministério da Agricultura, em Curitiba, não apresentaram nenhuma adulteração. O laudo foi divulgado ontem pelo chefe regional do Ministério da Agricultura em Londrina, Juarez José de Santana.
As amostras passaram por exames de densidade, teor de gordura, e para verificar se há adulteração com adição de água. Em todos, o resultado foi normal. A coleta de amostras de leite para análise foram feitas há pouco mais de dez dias, mediante denúncia da direção da Escola Estadual Evaristo da Veiga (área central de Londrina) de que o leite longa vida da Batavo, destinado à merenda escolar, estava com aspecto aquoso.
A direção da escola encaminhou amostras para o Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal, ligado ao Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que detectou a presença de 84% de água em uma caixa de leite do lote C23, fabricação de 21.02.2002. Diante do resultado foram acionados o Ministério da Agricultura e a Vigilância Sanitária de Londrina. A Vigilância enviou para o Laboratório Central do Estado (Lacen) seis litros de quatro lotes. O resultado deve sair entre hoje e amanhã.
O fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura, Joanes Concer, afirmou que não é admitida nenhuma quantidade de adição de água, o que caracteriza fraude. Ele explicou que a constituição normal do leite de vaca contém entre 87% e 88% de água.

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