Maringá - O laudo emitido ontem pelo Instituto Médico Legal (IML) de Maringá apontou sinais de execução na morte de Mizael Trevisan, 22 anos, durante operação da Polícia Militar que fechou na semana passada uma casa que funcionava como ponto de venda de crack em Sarandi (7 km de Maringá). A Polícia Civil de Sarandi também recebeu os laudos das lesões corporais provocadas em quatro homens presos que denunciaram uma sessão de mais de cinco horas de tortura promovida por policiais da P2, Rone e fardados do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá.
Um inquérito vai apurar os crimes de tortura, cárcere privado, sequestro e homicídio. Conforme o laudo do IML, Mizael Trevisan foi morto com um tiro na nuca deflagrado a menos de um metro de distância. Segundo a Polícia Civil, as características do ferimento configuram sinais de execução.
Mizael trabalhava como segurança da casa onde funcionava a venda de crack. Na ocasião, dois irmãos de Mizael, Oziel e Jeziel Trevisan também estavam no local e foram presos pela PM. Outros dois homens, um metalúrgico e um pedreiro, também foram levados para o batalhão. Os quatro denunciaram a tortura.

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