O secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, disse ontem que o laudo da exumação dos cadáveres das quatro vítimas da ação policial na favela Monsenhor Guilherme ficou pronto segunda-feira, mas que não tem conhecimento das conclusões. Oliveira disse que ‘‘nem quis ler’’ o laudo e que determinou seu imediato encaminhamento para o delegado que preside o inquérito.
Há um mês, o diretor do Instituto Médico-Legal, Francisco Moraes e Silva - que comandou a exumação - anunciou a divulgação do laudo para três dias depois. Na época, ele adiantou que o laudo eliminava a hipótese de execução das vítimas, sustentada por familiares e testemunhas. Moraes não foi localizado ontem, mas o secretário disse que o atraso foi devido à necessidade de ‘‘um exame complementar’’.
De acordo com Oliveira, a determinação da secretaria é para que o caso seja resolvido ‘‘o mais rapidamente possível’’. Ele disse que a atuação da polícia em Foz merece atenção especial. ‘‘É uma área especial pela mutação da população, pela situação geográfica e pelo alto índice de contrabando e tráfico de drogas e armas’’, afirmou. ‘‘A determinação é para que a polícia aja na área com muita energia mas também com cautela’’, disse.

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