Laudo diz que preso não se matou; foi assassinado
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terça-feira, 16 de setembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
O presidiário Cícero Gonçalves dos Santos, 39 anos, que amanheceu morto quinta-feira na cadeia de Campo Mourão, foi assassinado e não cometeu suicídio, como a polícia pensou a princípio. A revelação foi feita ontem pelo delegado Eduardo Barbosa, depois que laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) revelou que Santos não apresentava deslocamento da coluna. Isso mostra que ele foi enforcado deitado e não dependurado, explicou o delegado.
Santos estava preso junto com outros dois homens - Eliseu de Jesus da Silva e Adagoberto Castelen. O segundo é o principal suspeito pela morte, mas a polícia investiga ainda a participação de Silva. Castelen nega o homicídio. Segundo a polícia, Santos estava agressivo nos últimos dias porque tinha parado de beber. Ele gritava muito e batia nas grades de madrugada, contou Barbosa. Santos estava preso há apenas 32 dias sob a acusação de ter participado de um homicídio em Iretama (70 km ao sul de Campo Mourão).


