O laudo preparado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Autarquia do Meio Ambiente (AMA), entregue ontem ao Ministério Público, concluiu que parte das obras em andamento no Parque Residencial Tucanos (zona sul), onde será construída a sede social da Associação da Polícia Militar (Vila Militar), não é agressiva à área de preservação permanente (fundo de vale). Além disso, diz o laudo, as obras estão dentro do acordo firmado no mês passado entre a própria Promotoria do Meio Ambiente, AMA, IAP e Associação da PM.
Na ocasião, a promotora Maria Lúcia Reichenbach, após reunião com o engenheiro responsável pela obra e representantes da AMA, do IAP e da Associação da PM, determinou que a construtora executasse serviços emergenciais para impedir que as minas que ficam na parte baixa do terreno fossem entupidas.
Segundo a promotora substituta do Meio Ambiente, Gildelena Alves da Silva, o laudo aponta que as obras são necessárias para conter os processos erosivos. Também faz parte do acordo a construção de taludes para contenção da terra, desobstrução do bueiro e execução de galeria até a várzea, que fica na parte baixa do terreno, evitando erosão e assoreamento da área das nascentes.
Uma das preocupações da Associação é evitar a demolição das três piscinas construídas próximas à área de preservação permanente. Elas foram executadas dentro do limite de 50 metros das nascentes, mas os técnicos concluíram que a demolição não reestabeleceria a condição anterior.
As obras para construção da Vila Militar foram embargadas pelo Ministério Público em outubro do ano passado, devido a irregularidades, como por exemplo ausência de alvará e de aprovação pela AMA e IAP. Por isso, no acordo firmado mês passado foram feitas modificações no projeto original para que o meio ambiente não sofresse agressão. Com a alteração, estão previstas apenas a construção de vestiários e um quiosque dentro do espaço de 400 metros quadrados, onde é permitida a edificação. O campo de futebol, previsto no projeto inicial na área próxima à várzea, foi transferido para outra parte do terreno.
O documento entregue anteontem foi solicitado pelo Ministério Público às duas instituições depois de denúncias de moradores do bairro dizendo que a Associação tinha quebrado o acordo, o que não foi confirmado. O engenheiro Oscar Bordin, responsável pela obra, informou que os serviços devem estar concluídos em no máximo dez dias. Depois disso, ele deve se reunir novamente com o Ministério Público para mostrar novo projeto de recuperação e ocupação da área, segundo ele já aprovado pela prefeitura, IAP e AMA.

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