Os peritos do Instituto de Criminalística de Londrina dependem ainda de dois exames laboratoriais para concluir o laudo sobre o desabamento de uma estrutura metálica contendo sacas de farinha de trigo, na empresa Moinho Globo, em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina). Na tarde do dia 16, durante o carregamento de um caminhão com farinha, a estrutura do depósito cedeu.
Com o peso das sacas, um escritório que ficava sob o depósito desabou, matando o consultor técnico Edgard Alves da Silva Filho e o funcionário João Sorgi Júnior. Os ensacadores Valdemar Sebastião Jorge Filho, Adriano Fernandes da Silva e Genilton Sebastião Jorge Filho, que estavam em cima de um caminhão, sofreram queimaduras com o rompimento dos fios de alta tensão.
Segundo o perito Luciano Gardano Elias Burcharles, da Criminalística, as causas do desabamento já foram determinadas na perícia realizada no dia seguinte ao desabamento. Mas afirmou que ainda não pode divulgar o que provocou o acidente. ‘‘Os testes que ainda faltam - resistência do concreto e do aço - vão somente confirmar as nossas previsões. Acredito que até o final da próxima semana o laudo estará concluído’’, comentou.
No início da semana Burcharles fará ensaios de resistência de concreto nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O exame de resistência do aço deverá ser realizado no laboratório da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu. O perito garantiu que este é um dos melhores e mais equipados laboratórios da especialidade.
O delegado de Primeiro de Maio, Carlos Marcelo Sakuma, responsável pelo inquérito policial, afirmou ontem já ter ouvido diversos funcionários do Moinho e testemunhas sobre o acidente. Ele não quis comentar os depoimentos, afirmando que depende do laudo da Criminalística para prosseguir as investigações.

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