Laudo da UEL diz que área é fundo de vale
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quarta-feira, 07 de outubro de 1998
Osmani Costa 
A promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach, divulgou na tarde de ontem o teor do laudo preliminar que uma comissão de professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) produziu sobre as possibilidades de revitalização e ocupação do aterro do lago Igapó 2, no fundo de vale do Ribeirão Cambé.
Segundo o relatório do estudo, mesmo depois de aterrada, aquela área - de cerca de 90 mil metros quadrados e avaliada em cerca de R$ 3 milhões - prossegue sendo a parte mais baixa do fundo de vale. De acordo com o Plano Diretor e outras leis municipais, é área de preservação ambiental permanente e imprópria para a edificação de obras civis. A forma definitiva do laudo será entrega à Promotoria do Meio Ambiente na próxima terça-feira.
De acordo com a Maria Lúcia Reichenbach, o laudo diz que o total desaterramento daquela área custaria aproximadamente R$ 240 mil. Além disso, assegura que há possibilidades concretas de arborização do local, com a utilização de nove espécies cujas mudas podem ser conseguidas gratuitamente nos viveiros da UEL e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O estudo sobre a possibilidade de edificações, características do aterro, plano altimétrico do fundo de vale, e propostas para revitalização e utilização daquele espaço público foi solicitado à UEL e ao IAP, pela Promotoria Pública, depois que a Câmara aprovou em agosto um projeto de lei, de autoria do Executivo Municipal, abrindo a possibilidade de doação à iniciativa privada para a construção de um centro de lazer e turismo.
O laudo do estudo do IAP também será entregue à Promotoria no dia 13. De acordo com a promotoria, o estudo que está sendo realizado pela comissão de professores da UEL - coordenada pelo engenheiro agrônomo Efraim Rodrigues - é bastante aprofundado e consistente, não deixando dúvidas sobre a impossibilidade de obras civis no aterro e de que o melhor caminho é aproveitá-lo como parque ecológico.


