Laudo da perícia reforça suspeita sobre acusado de matar Tigrinho
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terça-feira, 31 de março de 1998
Cristine Pieske 
O laudo pericial feito no carro do ex-diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc), Cláudio Coelho Barbosa, reforça as suspeitas sobre sua participação no assassinato do sindicalista Aristides da Silva, o Tigrinho. O laudo, divulgado ontem pelo Instituto de Criminalística do Paraná, confirma a presença de resquícios de massa asfáltica e areia do mar no veículo, um Santana prateado de placas ADK-3144 visto no balneário de Itapoá (SC) na manhã seguinte ao crime.
Aristides ocupava o cargo de presidente do Sindimoc quando foi morto com sete tiros no bar da colônia de férias. Os disparos foram feitos por dois homens ainda não identificados pela polícia e que continuam foragidos.Segundo o delegado de Pinhais, José Carlos de Oliveira, que auxilia nas investigações, o laudo da criminalística torna evidente a participação de Barbosa no assassinato do sindicalista. A delegada de Itapoá, Maria de Fátima de Souza Ignácio, que preside o inquérito, afirma, no entanto, que ainda é cedo para pedir a prisão preventiva de Barbosa. Ela diz que somente vai se pronunciar sobre o assunto quando tiver um cópia do laudo em mãos.
Desde o início, todas as investigações levantavam suspeitas sobre a participação do ex-diretor na morte de Silva, ocorrida no dia 14 de março na colônia de férias do sindicato, em Itapoá. Três testemunhas interrogadas pela polícia informaram ter visto o carro de Barbosa e um homem com características físicas semelhantes às suas nas proximidades da colônia de férias. Sua mulher também foi interrogada pela polícia e não soube explicar onde o marido tinha passado a noite em que ocorreu o assassinato.
A delegada Maria Aparecida quer ouvir ainda outras três pessoas que possam ter informações sobre o motivo do crime. Entre os intimados pela polícia estão o ex-presidente do Sindimoc, José Martins Costa, amigo de Barbosa e principal opositor de Aristides da Silva; o atual advogado do sindicato, Waldenir Dielle Dias; e uma terceira pessoa que a delegada preferiu não nomear.


