O laudo feito pelo Instituto Médico Legal no cadáver de Genoeva Précoma, 80 anos, morta no dia 31 de maio, confirma como causa mortis asfixia mecânica, provocada pela imposição das mãos. O resultado, segundo o delegado José Roberto Jordão, incrimina as namoradas Ágatha Cristiane Précoma e Vanessa Quinteiro Naves, acusadas pela morte de Genoeva e Elizabeth Wille Bruna, avó e mãe de Ágatha, respectivamente. ‘‘As duas foram esganadas por imposição das mãos e o laudo comprova a materialidade do crime, conforme ficou apurado no primeiro interrogatório’’, disse o delegado titular de São José dos Pinhais, onde ocorreram os crimes.
Os exames foram comentados ontem de manhã pelos legistas Giovani Lodo e Carlos Roberto Facin. Lodo fez o exame de Genoeva extraindo a língua e a traquéia para análise. Ele disse que depois da exumação e das informações sobre os assassinatos ficou claro que ela não morreu de causas naturais, como inicialmente acreditou a Polícia. Ao contrário, disse o legista, ‘‘a morte foi violenta’’. Além disso, explicou o legista, houve fratura do osso hióide, na base da traquéia, o que evidencia o estrangulamento.
Ágatha e Vanessa estão presas em Curitiba e, apesar de terem admitido os crimes no primeiro depoimento, prestado ao delegado Jordão, agora negam a autoria dos fatos. ‘‘Não houve pressão nenhuma para que elas confessassem nada e eu posso garantir isso’’, afirmou Jordão. Orietadas pelo advogado Osmann de Oliveira, as duas negam os crimes, supostamente cometidos porque a avó e a mãe não aceitavam o romance homossexual entre elas.

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